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Como estruturar o Termo de Referência para contratação de engenharia clínica

10 min de leitura · Licitação

A contratação de serviços de engenharia clínica pelo setor público passa necessariamente por processo licitatório. O Termo de Referência (TR) é o documento que define o objeto da contratação — e é onde as falhas mais custosas acontecem.

Um TR mal elaborado pode resultar em impugnação do processo, contratação de empresa sem capacidade técnica real, dificuldade na fiscalização e questionamento em auditoria do TCU. Um TR bem estruturado protege o gestor e garante que o serviço entregue o que a unidade realmente precisa.

O que o TR de engenharia clínica deve conter

1. Definição clara do objeto

Não basta dizer “prestação de serviços de engenharia clínica”. O TR deve detalhar o escopo: inventário, manutenção preventiva, manutenção corretiva, calibração, gerenciamento de tecnologia, relatórios — cada serviço com escopo mínimo.

2. Parque tecnológico coberto

Quantos equipamentos estão no escopo, de quais categorias e em quantas unidades. Essa informação define o dimensionamento da equipe técnica a ser contratada.

3. Requisitos de qualificação técnica

  • Registro no CREA ou CRBio como pessoa jurídica
  • Responsável técnico habilitado (biomédico ou engenheiro clínico)
  • Atestado de capacidade técnica em contratos similares
  • Referência à RDC 509/2021 como base normativa

4. Entregáveis mínimos por serviço

Para cada serviço, o TR deve definir o que será entregue, com que periodicidade e em qual formato — inventário em planilha com campos mínimos, ordem de serviço por equipamento, certificados de calibração de laboratório credenciado, modelo mínimo de relatório mensal.

5. Indicadores de nível de serviço

  • Disponibilidade mínima de equipamentos críticos: 95%
  • Tempo máximo de atendimento corretivo em suporte de vida: 4 horas
  • Percentual mínimo de preventivas no prazo: 90%

6. Base legal

Referenciar explicitamente RDC 509/2021, ABNT NBR 15943, CFM 1.821/2007 e Lei 8.080/1990. Isso demonstra que o contratante conhece as exigências regulatórias.

7. Forma de fiscalização e sanções

Como o fiscal avaliará a execução — relatórios, visitas técnicas, sistema de chamados — e quais penalidades por descumprimento, com base na Lei 14.133/2021.

Erros comuns em TRs

  • Especificar marca ou modelo de software de gestão (gera impugnação)
  • Não definir nível de serviço para corretiva (impossibilita fiscalização real)
  • Não exigir responsável técnico com registro profissional
  • Não listar o parque tecnológico que será atendido
  • Copiar TR de licitação de manutenção predial

A maqmedical oferece consultoria para elaboração de Termos de Referência de engenharia clínica.

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