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PGTS — Plano de Gerenciamento de Tecnologia em Saúde: guia completo

12 min de leitura · Gestão

O Plano de Gerenciamento de Tecnologia em Saúde (PGTS) é o documento central do programa de engenharia clínica de qualquer estabelecimento de saúde. Exigido pela RDC 509/2021, ele formaliza as políticas, os procedimentos e o cronograma de todas as atividades relacionadas ao ciclo de vida dos equipamentos médicos.

Na prática, o PGTS é o que garante que o gerenciamento de equipamentos seja feito de forma planejada, rastreável e auditável — não de forma reativa, apagando incêndios quando o equipamento já parou.

Quem deve elaborar o PGTS

A RDC 509/2021 exige que o PGTS seja elaborado e gerenciado por um responsável técnico qualificado — em geral o biomédico ou engenheiro clínico da unidade. Em unidades que terceirizam os serviços, a empresa contratada assume essa responsabilidade como parte do escopo do contrato.

O que o PGTS deve conter

  1. Escopo e abrangência: quais equipamentos são cobertos pelo plano, idealmente todos, com priorização por criticidade clínica.
  2. Inventário de equipamentos: lista completa com número de série, fabricante, modelo, data de aquisição, localização e estado.
  3. Critérios de criticidade: classificação por nível de risco clínico — equipamentos de suporte de vida recebem prioridade máxima.
  4. Cronograma de manutenção preventiva anual com base nas recomendações do fabricante e na ABNT NBR 15943.
  5. Protocolos de manutenção corretiva: fluxo de notificação, diagnóstico, reparo e retorno ao uso.
  6. Plano de calibração: quais equipamentos, com qual frequência e por qual laboratório.
  7. Procedimentos operacionais (POPs) para equipamentos críticos.
  8. Indicadores de desempenho: disponibilidade, MTBF, MTTR e percentual de preventivas no prazo.
  9. Responsabilidades: quem faz o quê — responsável técnico, equipe, operadores, gestão.
  10. Revisões e atualizações com periodicidade definida — normalmente anual.

Erros mais comuns na elaboração

  • PGTS genérico, copiado de outra unidade sem adaptação ao parque tecnológico real.
  • Cronograma que não considera a rotina assistencial e compromete a disponibilidade de equipamentos críticos.
  • Falta de rastreabilidade da execução: o plano existe no papel, mas as ordens de serviço não são registradas.
  • Indicadores definidos sem acompanhamento periódico.

Como o PGTS se relaciona com outros documentos

O PGTS é o documento-pai que orienta todos os outros registros do programa: as ordens de serviço registram a execução das intervenções, os certificados de calibração comprovam o cumprimento do plano, os relatórios mensais consolidam os indicadores e a documentação de auditoria é montada a partir desse conjunto.

A maqmedical elabora e executa o PGTS completo para a sua unidade, com rastreabilidade total e documentação pronta para auditoria.

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