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Gerenciamento de tecnologia hospitalar (GTH): o que é e por que vai além da manutenção

10 min de leitura · Gestão

Muitos gestores associam a engenharia clínica apenas à manutenção. Mas o Gerenciamento de Tecnologia Hospitalar (GTH) é a gestão estratégica de todo o ciclo de vida da tecnologia médica — da avaliação de necessidade ao descarte.

O ciclo de vida dos equipamentos médicos

1. Planejamento e especificação

Antes da compra: qual problema o equipamento vai resolver? Quais especificações mínimas? Qual o custo total de propriedade? No setor público, essa análise alimenta o Termo de Referência.

2. Aquisição e recebimento

Acompanhamento do processo e recebimento técnico: conformidade com especificações, integridade física, documentação do fabricante e registro na ANVISA.

3. Instalação e qualificação

Planejamento do ponto de instalação (elétrica, rede, gases medicinais), supervisão da instalação e qualificação do equipamento (testes conforme especificações).

4. Treinamento de operadores

Nenhum equipamento entra em operação sem treinamento documentado dos usuários.

5. Operação e manutenção

A fase mais longa — preventiva, corretiva e calibração em operação contínua.

6. Análise de desempenho e decisão de substituição

Equipamento com custo de manutenção anual superior a 50–60% do valor de reposição é candidato à substituição.

7. Descarte

Parecer técnico de inservibilidade, documentação de descarte e destinação conforme normativas ambientais.

Como o GTH protege o gestor público

Cada decisão de compra, substituição ou descarte fica documentada com base técnica, protegendo o gestor de questionamentos do TCU. Um parecer de substituição embasado em MTBF, custo de manutenção e vida útil residual é o instrumento mais sólido perante um auditor.

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